domingo, 30 de maio de 2010

Pássaro



Aquilo que ontem cantava
já não canta.
Morreu de uma flor na boca:
não do espinho na garganta.

Ele amava a água sem sede,
e, em verdade,
tendo asas, fitava o tempo,
livre de necessidade.

Não foi desejo ou imprudência:
não foi nada.
E o dia toca em silêncio
a desventura causada.

Se acaso isso é desventura:
ir-se a vida
sobre uma rosa tão bela,
por uma tênue ferida.

de Cecília Meirelles

domingo, 23 de maio de 2010

da vida



Este encontrei sem querer, voandim por aí, aresolvi postar:

Pru qui num voa do ninho
Solitário passarinho
Pra pudê si libertá?
Bate as asas cum mais força
Pensano naquela moça
Qui prometeu lhi esperá.

Parece qui tá amarrado
Cum aqueles nó apertado
Mariêiro sabe dá
Ô é visgo de jaquêra
grudado na plumagêra
lh’impidino di vúa?

(...)

de Guigo F.G.


P.S.: Sim, este é pra ti!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pájaro Bandido



Eleva a pluma, pássaro bandido

E imagina teu vôo na escritura

Essa dama que voa e que consola

E é mirada de luz lá nas alturas.



Traça raios em tinta

Que a aurora

Puríssima senhora

Torna suspiro a voz desnuda



de Carlos trujillo
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