domingo, 12 de dezembro de 2021
Andorinha de asa negra aonde vais?
sábado, 13 de novembro de 2021
Sonhamos o voo mas tememos a altura

Canção do Mar by Pelageya & Elmira kalimulina
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Não te rendas
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Um exercício
sexta-feira, 13 de agosto de 2021
Canção Matinal dos Pássaros

Em cada fibra, nessa canção, meu coração vibra,
percute o ritmo em que pulsa a vida, meu coração.
Se ouço e marco cada compasso dessa cantiga,
que é tão antiga, que é mesmo eterna e rompe a ilusão,
sei que só então eu entenderei, falarei a língua
desse que foi e sempre será meu Supremo Rei.
Vendo o poema que rima o mundo até seus extremos,
sinto o segredo de cada verso, de cada Lei.
E sei que é assim é que se celebra a humana magia,
pois que, um dia, não sofrerei mais por dor ou medo.
Já somarei o meu coração a essa sinfonia,
e a harmonia irá, então, tecer seu enredo.
Em sintonia com a Lei do Mundo, em um novo dia,
a cada gesto, seguir a vida, em seu andamento.
Na marcação do Senhor do Mundo, Maior Maestro,
na intuição das vozes da vida a cada momento.
de Lúcia Helena Galvão Maya, in Poesia para Despertar Sophia
terça-feira, 13 de julho de 2021
Da amizade
A amizade é como um pássaro
Gosta de liberdade, de ir e vir
Sem amarras e grilhões
A amizade é como um pássaro
Gosta de pousar mansinho
No ninho do coração
Aquecer-se com abraços
Alimentar-se de ternura
A amizade é como um pássaro
Quando há confiança
Ela sempre volta e cresce
E enaltece ainda mais
Um sentimento chamado amor
de Denise Severgnini
domingo, 13 de junho de 2021
CANCIÓN OTOÑAL
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Un consejo
terça-feira, 13 de abril de 2021
Pássaros e Peixes
O tempo é na verdade o do retorno.
Pensa como se agora fôssemos argila
E estivéssemos sós e mudos, lado a lado.
Por um momento (se viessem chuvas)
Talvez se misturasse o meu corpo com o teu
E um gosto de terra úmida aproximasse
Brandamente
As nossas bocas.
Que seja assim lembrada a tua ausência:
Como se nunca tivéssemos nascido
Sangue e nervos. Como se nunca tivéssemos
Conhecido a verdade e a beleza do amor.
Pensa como seria se não fôssemos.
E não houvesse o pranto, o ódio, o desencontro.
O tempo é na verdade o do retorno.
Se não for amanhã, será um dia.
O céu azul e limpo, o mar tranqüilo
Pássaros e peixes, pássaros e peixes
Mais nada.
(de Hilda Hilst, in “Roteiro do Silêncio” - DO AMOR CONTENTE E MUITO DESCONTENTE)
As águas, meu ódio-amor.
Uma boca de seixosUm oco de palavras
Um sumidouro de fomes
E de asas
Teu ódio-escama
Sobre o meu desejo.
As águas, meu ódio-amor.
Mulheres afogadas
Eu-muitas
De litígio, escureza
E a sedução de me pensares
Presa
Me sabendo invasão.
E ungüento sobre a tua mágoa.
Flores, graças
Para que os nossos corpos
Se lavem dessas águas
Caridosos com a carne e as ilusões.
quarta-feira, 3 de março de 2021
Em segredo, não vá
Em segredo, não vá
Qualquer cousa erguer
O vulto de onde está
A esquecer…
Verdade o mundo, e vão
Tudo quanto deseja
O coração…
Em segredo, em segredo
Que o mais que há seja a alada
Cousa que entre o arvoredo
Não era nada.
(de Fernando Pessoa)
sábado, 13 de fevereiro de 2021
SEIS OU TREZE COISAS QUE EUAPRENDI SOZINHO
Insetos levam mais de cem anos para uma folha sê-los.
Uma pedra de arroio leva mais de cem anos para ter murmúrios.
Em seixal de cor seca estrelas pousam despidas.
Mariposas que pousam em osso de porco preferem melhor as cores tortas.
Com menos de três meses mosquitos completam a sua eternidade.
Um ente enfermo de árvore, com menos de cem anos, perde o contorno das folhas.
Aranha com olho de estame no lodo se despedra.
Quando chove nos braços da formiga o horizonte diminui.
Os cardos que vivem nos pedrouços têm a mesma sintaxe que os escorpiões de areia.
A jia, quando chove, tinge de azul o seu coaxo.
Lagartos empernam as pedras de preferência no inverno.
O vôo do jaburu é mais encorpado do que o vôo das horas.
Besouro só entra em amavios se encontra a fêmea dele vagando por escórias...
A quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso.
Caracóis não aplicam saliva em vidros; mas, nos brejos, se embutem até o latejo.
Nas brisas vem sempre um silêncio de garças.
Mais alto que o escuro é o rumor dos peixes.
Uma árvore bem gorjeada, com poucos segundos, passa a fazer parte dos pássaros que a gorjeiam.
Quando a rã de cor palha está para ter — ela espicha os olhinhos para Deus.
De cada vinte calangos, enlanguescidos por estrelas, quinze perdem o rumo das grotas.
Todas estas informações têm soberba desimportância científica — como andar de costas.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Como eu iria saber?
Pergunto-me, pergunto-me:
"Para quem e por que, esta insanidade deve acontecer?"
Mas o que sei eu? Como eu iria saber?”
Pergunto-me, pergunto-me:
"Para que serve essa devastação, por que esse desespero deve ocorrer?"
Mas o que sei eu? Como eu iria saber?”
Pergunto-me, pergunto-me:
“O que tu te tornas depois? Qual é a tua finalidade?
Salve o reino das luzes, o que estás a pretender?
Mas o que sei eu? Como eu iria saber? Como eu poderia saber?”
Pergunto-me, pergunto-me:
“Tu disseste que és um pássaro indomável!
Então, para que serve esta gaiola? Então, para que servem estas correntes? ”
Mas o que sei eu? Como eu iria saber? O que sei eu?
de Jalal-ad-Dīn Muhammad Rumi - a partir da tradução de Maryam Dilmaghani.










