sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estrela Funerária





A jovem abre o cofre
num gesto de silêncio.
Refletem suas pupilas
centelhas que se despedem:
pássaros no poente
- peitos de branda penugem -
onde a vida úmida se abriga.

O cofre se oferece
como se fora um fruto
ao gesto quase pesaroso
de esvaziá-lo de seu mistério…

Mas acrescenta o quase-sorriso
às pedras,
o sopro do infinito.

de Dora Ferreira da Silva

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