sexta-feira, 23 de julho de 2010

A modo de pássaro precário




Foi sempre a distância mestra severa;

e o refúgio, nas árvores.
O Amor nas frondes,
o abrigo no vento,
lentos remos sulcando espaços: sua água, seu chão.
A modo de pássaro precário
sobreviveu à noite.
Partindo, completou-se.



Dora Ferreira da Silva
in Poesia Reunida
(São Paulo -1918-2006)

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