
Minha vida imprimo-a no vento
das horas ligeiras.
Quando a lua vier
já não terei segredos;
meu vestido será branco e longo
como lágrimas de um violino
que suspira e passa
Nos amores me amei
vendo-me nua de todo humano calor.
O sabiá calou-se.
Ir de branco tendo o coração ferido.
das horas ligeiras.
Quando a lua vier
já não terei segredos;
meu vestido será branco e longo
como lágrimas de um violino
que suspira e passa
Nos amores me amei
vendo-me nua de todo humano calor.
O sabiá calou-se.
Ir de branco tendo o coração ferido.
de Dora Ferreira da Silva (in Jardins, 1979)
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