domingo, 3 de junho de 2012

Um sabiá



Um sabiá cantou! 
Longe daqui dançou o arvoredo 
Choveram saudades. 
Caem as folhas. 
De repente, brotam outras pelos ramos. 
Murcham flores, surgem gomos. 
E a planta, volta a semente. 
Assim somos, subtilmente diferimos do que fomos. 
Impossível transmitir , por secreto e singular, o acrescentar e perder deste crescer que é mudar.


de Helena Kolody


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