quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sempre Adeus

L'Oiseau Vert (de M. Chagall)




O crepúsculo se enfuna:
 peito de pássaro que se afasta.

Despede-se um barco do naufrágio de plumas:

 enganoso mar e a nau lançando âncoras

como se o sempre aqui se detivera.



de Dora Ferreira da Silva (In Jardins, 1979)




2 comentários:

O Profeta disse...

Na elegante e fina escrita da tua pena

Às vezes é preciso acordar o silêncio da memória
Ou esperar pelo adormecimento inadiável
Com o gesto sereno e demorado da ternura
Com o acordar do amor rompendo o improvável


Uma radiosa semana



Doce beijo

Bluuu disse...

Grata pela visita e pelas palavras, gentil profeta!

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