Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
de Mário Quintana, in 'Esconderijos do Tempo'
Diaspora Sefardì - Paxarico tu te llamas - Jordi Savall
* Aos meus bravos, francos e alegres amigos que rumam para outros voos e pousos mais uma vez!!!

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