
A jovem abre o cofre
num gesto de silêncio.
Refletem suas pupilas
centelhas que se despedem:
pássaros no poente
- peitos de branda penugem -
onde a vida úmida se abriga.
O cofre se oferece
como se fora um fruto
ao gesto quase pesaroso
de esvaziá-lo de seu mistério…
Mas acrescenta o quase-sorriso
às pedras,
o sopro do infinito.
de Dora Ferreira da Silva
num gesto de silêncio.
Refletem suas pupilas
centelhas que se despedem:
pássaros no poente
- peitos de branda penugem -
onde a vida úmida se abriga.
O cofre se oferece
como se fora um fruto
ao gesto quase pesaroso
de esvaziá-lo de seu mistério…
Mas acrescenta o quase-sorriso
às pedras,
o sopro do infinito.
de Dora Ferreira da Silva












