
Surgiste no meu Tempo,
Silencioso pássaro verde
Sobrevoando a seara gasta do meu Dia.
Abandonara os sonhos e as quimeras.
E voltei a ver o céu pintado de anil,
Infinita tela onde todos os voos são possíveis,
Até o subir lento dos condores no silêncio imenso e alvo das escarpas!
Pensara cortadas as minhas asas,
gastas, esgotadas, as palavras.
Pousaste no meu regaço a mais bela flor,
Que hoje embalo como um filho,
Ao ritmo do pulsar deste peito-chama.
Julgara para sempre secas todas as pétalas do meu secreto
jardim.
hoje canto
uma dulcíssima berceuse.
Voo e canto!
Canto e voo!
de Clotilde S.
Silencioso pássaro verde
Sobrevoando a seara gasta do meu Dia.
Abandonara os sonhos e as quimeras.
E voltei a ver o céu pintado de anil,
Infinita tela onde todos os voos são possíveis,
Até o subir lento dos condores no silêncio imenso e alvo das escarpas!
Pensara cortadas as minhas asas,
gastas, esgotadas, as palavras.
Pousaste no meu regaço a mais bela flor,
Que hoje embalo como um filho,
Ao ritmo do pulsar deste peito-chama.
Julgara para sempre secas todas as pétalas do meu secreto
jardim.
hoje canto
uma dulcíssima berceuse.
Voo e canto!
Canto e voo!
de Clotilde S.
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