O luto daquilo que perdeste soergue um espelho
em direção ao teu trabalho mais destemido.
Observador do mundo, estás sempre à espera do pior. Mas ao invés
disso, encontras a face jubilosa que tanto desejavas encontrar.
Tuas mãos se abrem e se fecham, se abrem e se fecham.
Se fossem sempre punho ou se estivessem sempre abertas,
estarias paralisado.
Tua presença mais profunda emana de toda contração
e de toda expansão,
ambas esplendidamente equilibradas e coordenadas,
como as asas de um pássaro.
de Jalal Ud-Din Rumi (Tradução de Lucas Haas Cordeiro)

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