sábado, 3 de novembro de 2012

Asas de Pássaro



O luto daquilo que perdeste soergue um espelho
em direção ao teu trabalho mais destemido.


Observador do mundo, estás sempre à espera do pior. Mas ao invés
disso, encontras a face jubilosa que tanto desejavas encontrar.

Tuas mãos se abrem e se fecham, se abrem e se fecham.
Se fossem sempre punho ou se estivessem sempre abertas,
estarias paralisado.

Tua presença mais profunda emana de toda contração
                                                                 e de toda expansão,

ambas esplendidamente equilibradas e coordenadas,
como as asas de um pássaro.



de Jalal Ud-Din Rumi (Tradução de Lucas Haas Cordeiro)


Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...