sábado, 23 de fevereiro de 2013
Espera
Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.
de Eugênio de Andrade
* Para a amiga Tel Mont.
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