Como a flecha que sai do arco,
Como o pássaro que voa da tua imaginação,
O absoluto há de fugir sempre
Do que é incerto.
“Escapo daqui e ali,
Para que minha beleza
Não se prenda a isso ou aquilo.
Como o vento, sei voar,
E por amor à rosa, sou como a brisa;
Também a rosa há de escapar do outono.”
Vê como se eclipsa este ser:
Até seu nome se desfaz
Ao sentir tua ânsia de pronunciá-lo.
Ele te escapará à menor tentativa
De fixar sua forma numa imagem:
A pintura sumirá da tela,
Os signos fugirão de teu coração.
de Rumi, Jalal ud-Din. In Poemas Místicos, Divan de Shams de Tabriz
The Passion of Rumi: The Passion of Rumi (Shahram Nazeri, Hafez Nazeri)

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