Um homem pegou um pássaro no alçapão. O pássaro disse:
“Meu senhor, comeste muitas vacas e carneiros em tua vida e ainda estás faminto. A pequenina porção de carne sobre os meus ossos tampouco te satisfará. Se me deixares ir, eu te darei três lições de sabedoria. A primeira, eu te direi pousado na palma da tua mão. A segunda, do teto da tua casa. E a terceira, do ramo daquela árvore”.
“Meu senhor, comeste muitas vacas e carneiros em tua vida e ainda estás faminto. A pequenina porção de carne sobre os meus ossos tampouco te satisfará. Se me deixares ir, eu te darei três lições de sabedoria. A primeira, eu te direi pousado na palma da tua mão. A segunda, do teto da tua casa. E a terceira, do ramo daquela árvore”.
O homem ficou interessado. Soltou o pássaro e deixou-o pousar na palma da sua mão.
“A primeira lição é: Não acredites em disparates; pouco importa quem os diga”.
O pássaro voou até o telhado.
“A Segunda lição é: Não lamentes o que passou; está acabado. Nunca te arrependas do que aconteceu “.
“A propósito”, continuou o pássaro, “no meu corpo há uma imensa pérola que pesa tanto quanto dez moedas de cobre. Ela deveria ser uma herança para ti e teus filhos, mas agora tu a perdeste. Poderias ter possuído a maior pérola que existe no mundo, mas, é claro, não era assim que estava escrito”.
O homem começou a se lastimar como uma mulher em trabalho de parto, e o pássaro disse:
“Afinal, não acabei de ensinar: ‘Não lamentes o que passou’ e também ‘não acredites em disparates’? Ora, meu corpo não pesa tanto quanto dez moedas de cobre. Como poderia eu Ter uma pérola tão pesada dentro de mim?”.
“Afinal, não acabei de ensinar: ‘Não lamentes o que passou’ e também ‘não acredites em disparates’? Ora, meu corpo não pesa tanto quanto dez moedas de cobre. Como poderia eu Ter uma pérola tão pesada dentro de mim?”.
O homem recuperou a razão. “Está certo, pássaro. Ensina-me a terceira lição”.
“Sim, já que fizeste tão bom uso das duas primeiras... A terceira é: Não dês conselhos a quem está cambaleante e caindo de sono, nem lances sementes na areia”.
de Jalal ad-Din Muhammad Rumi

Nenhum comentário:
Postar um comentário