
O dia há-de chegar,
com a capa de vento
a ondular
e cabelos de sol a clarear
o côncavo das grutas.
Nas mãos, o riso dos meninos
e o canto dos pássaros.
Sempre os pássaros,
com seus presságios
álacres ou soturnos.
Estarei na minha torre,
a entrançar desejos
de tapetes de flores
e de águas borbulhantes
e de pássaros verdes.
Sempre os pássaros.
O dia há-de chegar,
a embrulhar de azul
o meu castelo,
a invadir a torre,
a incitar-me ao salto,
a colar-me nos olhos
a leveza dos pássaros.
Sempre os pássaros.
Irei.
de Licínia Quitério
com a capa de vento
a ondular
e cabelos de sol a clarear
o côncavo das grutas.
Nas mãos, o riso dos meninos
e o canto dos pássaros.
Sempre os pássaros,
com seus presságios
álacres ou soturnos.
Estarei na minha torre,
a entrançar desejos
de tapetes de flores
e de águas borbulhantes
e de pássaros verdes.
Sempre os pássaros.
O dia há-de chegar,
a embrulhar de azul
o meu castelo,
a invadir a torre,
a incitar-me ao salto,
a colar-me nos olhos
a leveza dos pássaros.
Sempre os pássaros.
Irei.
de Licínia Quitério
4 comentários:
Muito lindo o seu blog, amei .
Deixo o blog Belas Artes Médicas.
Abraço.
Visitem a página dela também! É só clicar em seu nome ai na postagem ou procurar na lista de blogs que sigo!
Obrigada, Isabel! Voe a vontade e volte sempre! Abraço fraterno.
Pequenos pássaros especialmente hoje batem asas e causam reboliço no seu coração? Rs.
Obrigada por nos dar a conhecer a obra de Licínia Quitério, não a conhecia.
Abraço
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